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Negócios como Ministério:
Identificando & Medindo KPIs

Como líderes empresariais, sabemos da importância das métricas. Rastreamos a receita da empresa e os números de vendas semanal ou até mesmo diariamente. Medimos as despesas gerais e os custos para eliminar as ineficiências. Calculamos a eficácia de nossas campanhas de marketing através de cliques e conversões. As métricas nos ajudam a traçar metas e a aumentar o desempenho.

Como CEOs Cristãos, que buscam honrar a Deus com seus negócios, muitas vezes vivemos com uma convicção inquietante.

Além do desempenho econômico, existe a preocupação do impacto sobre as pessoas. E enquanto sabemos como medir a eficácia econômica de nossas empresas, medir o impacto pessoal e espiritual parece muito mais desafiador.

O modelo dos Três Pilares de Valor do C12 fornece aos líderes Cristãos uma estrutura para avaliar a eficácia de seus negócios. Este modelo enfatiza a importância de uma abordagem de três fatores para os negócios: Valor econômico, Valor de equipe e Valor espiritual.

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Quando os líderes se concentram no Valor de equipe e no Valor espiritual, além do Valor econômico, eles aumentam exponencialmente seu impacto sobre as pessoas. Nos referimos a esta abordagem integrada como BaaM (Negócios como Ministério ou Business as a Ministry).

Esta abordagem de três fatores leva os CEOs cristãos a fazerem algumas perguntas desafiadoras:

- Já temos identificado estratégias BaaM específicas que melhoram a equipe e o impacto ...espiritual entre nosso time?​

- Como podemos saber se estamos alcançando nossa meta com relação ao impacto?

 

Brandon West é Membro do C12 e Diretor de Propósitos da PHOS Creative, uma agência de marketing digital com 21 funcionários, sediada na Flórida. A PHOS tem o compromisso de oferecer excelência aos clientes e ao mesmo tempo demonstrar o amor de Cristo. Embora essa missão BaaM seja evidente em seu site, os funcionários da PHOS lutaram para ver como seu trabalho diário realmente avançava nessa missão.

Brandon se perguntou como poderia motivar seus funcionários e ajudá-los a ver o impacto que eles estavam tendo através de suas iniciativas BaaM.

A Importância da Métrica

Peter Drucker disse: "Você não pode administrar o que não mede".

Esta observação desencadeou uma obsessão com a métrica empresarial e o impulso para definir e melhorar os Indicadores de Desempenho (KPIs). Um bom KPI é específico, mensurável e impacta nas metas gerais do negócio.

Para líderes que trabalham para construir empresas que honram a Deus, são necessárias novas métricas para quantificar as metas do Negócio como um Ministério (BaaM) previstas na abordagem do Modelo dos Três Pilares de Valor: Valor econômico, Valor de equipe e Valor espiritual.

As métricas de impacto do BaaM ajudam os líderes a:

  • Demonstrar o impacto coletivo de inúmeras contribuições

  • Focar os esforços nas tarefas mais eficazes

  • Descobrir necessidades escondidas dentro e ao redor do negócio

  • Criar responsabilidades para viver os valores da empresa

Por que os líderes hesitam em medir o BaaM ?

Embora os líderes compreendam a importância de utilizar os KPIs em suas operações empresariais, alguns CEOs Cristãos hesitam ao medir suas iniciativas como um BaaM.

 

As preocupações mais comuns são:

  • Mensurar o Ministério irá desvalorizar a ação

  • A avaliação de resultados levará ao legalismo

  • As métricas do Ministério serão difíceis de medir

Embora estas preocupações sejam reais, elas não são insuperáveis. Com uma visão, um plano e o apoio de colegas, centenas de líderes têm impulsionado os desafios para implementar iniciativas BaaM eficazes em seus negócios com um impacto mensurável.

 

Um CEO cristão, Membro do C12, faz regularmente esta pergunta a si mesmo: "Se meu negócio triplica, mas não dimensiona seu impacto BaaM, é realmente bem-sucedido aos olhos de Deus?" 

Medir os esforços do Ministério é uma disciplina específica do paradigma BaaM. Assim como os líderes empresariais usam os KPIs para atingir objetivos econômicos, líderes efetivos do BaaM colocarão os KPIs em prática para quantificar os objetivos espirituais e de equipe.

Métricas na Bíblia

 

A Bíblia relata diversos casos em que Deus levou Seu povo a medir seus esforços em um contexto espiritual.

 

- Em Números 1 e Números 26 narra os dois meticulosos censos de Moisés, uma contagem detalhada do número de pessoas em cada uma das 12 tribos de Israel.

- Em Atos 2:41, Lucas contou 3.000 salvos no Dia de Pentecostes.

- O milagre dos pães e peixes de Jesus contabilizou 5.000 seguidores alimentados em Mateus 14:13-21.

No C12, um de nossos valores é que Resultados Importam. "Deus mede resultados e nós também deveríamos".

 

Isto gera a pergunta: Como podemos aplicar a mesma disciplina baseada em dados para medir o impacto de nossos esforços BaaM que aplicamos a outros objetivos empresariais?

Determinando nossas métricas BaaM

 

Construir um Negócio como um Ministério (BaaM) requer as mesmas disciplinas e melhores práticas que a maioria dos líderes já emprega em seus negócios: estabelecer metas, desenvolver planos de execução e medir o progresso.

 

Enquanto a maioria dos líderes empresariais se sentem seguros em mensurar métricas de sucesso na parte do Valor econômico, eles têm dificuldades em determinar métricas BaaM apropriadas para o Valor de equipe e para o Valor Espiritual.

 

A prática de nossos colegas no setor social de estabelecer metas pode ser esclarecedora. Em sua monografia "Good to Great for Social Sectors", Jim Collins sugere que os líderes do setor social trabalhem sob um conjunto diferente de métricas. Ele diz:

"Uma grande organização é aquela que proporciona um desempenho superior e tem um impacto distinto durante um longo período de tempo ... Para uma organização do setor social, entretanto, o desempenho deve ser avaliado em relação à missão, não ao retorno financeiro. Nos setores sociais, a questão crítica é ... Quão efetivamente cumprimos nossa missão e causamos um impacto distinto, em relação aos nossos recursos".

- Jim Collins

Assim, os CEOs cristãos que desejam adotar efetivamente iniciativas BaaM em seus negócios precisarão adotar uma mentalidade única.

Esses líderes atuarão sob dois conjuntos de métricas: 1) métricas de desempenho para medir as metas econômicas do negócio e 2) métricas ministeriais para medir o impacto espiritual e de equipe do negócio.

 

Assim como as métricas financeiras de cada empresa são diferentes, as métricas BaaM de cada empresa serão específicas para sua cultura, paixões e interesses específicos. Alguns empresários fornecem apoio financeiro para que os funcionários adotem filhos. Outros apoiam ONGs, incentivam a capelania, ou realizam juntos viagens missionárias. 

A Eligibility Consultants Inc. (ECI) tem a missão de aliviar o fardo das despesas médicas pendentes, ajudando os pacientes a acessar programas estaduais e federais. Quando um paciente recebe ajuda, o presidente da ECI envia ao beneficiário um Evangelho de João com uma carta para expressar como seu alívio de dívidas aponta para uma dívida que foi paga por Jesus Cristo. 

Ao longo dos anos, a equipe da ECI pegou os elásticos de cada pacote dos Evangelhos enviados para criar uma grande bola de elástico. A bola em crescimento serve como um lembrete visual do propósito do negócio para transformar vidas. 

Alguns outros exemplos de métricas BaaM poderiam incluir:

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Para identificar quais métricas BaaM podem se adequar à sua organização, faça as seguintes perguntas:

- Quais seriam os melhores cuidados que podemos ter com as pessoas em nossa empresa?

- Quais são os indicadores passados e futuros que informam nosso senso de produtividade ministerial?

- Daqui a trinta anos, estaríamos mais orgulhosos de quais métricas?

O E-book 102 Ideias Ministeriais para Seus Negócios do C12 é um recurso poderoso, nossos Membros frequentemente o mencionam como fonte para inspirar novas maneiras de aumentar seu impacto ministerial nos negócios. 

Engajamento e Impacto Inspiradores

Uma vez que decidimos quais são as estratégias de Negócios como Ministério (BaaM) adequadas para nossos negócios, nosso próximo passo é identificar, avaliar e informar nossas atividades BaaM ao longo do tempo. 

E assim como convidamos e capacitamos membros de nossas equipes a avançar em objetivos empresariais específicos, devemos incentivar e capacitar outros a ajudar a avançar em nossos objetivos de BaaM. Identifique as pessoas em sua organização cujas paixões se alinham aos objetivos de seu ministério. Quanto mais capacitarmos essas pessoas a terem um objetivo específico, mais nossas atividades ministeriais se tornarão parte da cultura.   

Suas metas BaaM devem "incentivar ao amor e às boas obras". (Hebreus 10:24) E não há problema em começar pequeno. A intenção é aumentar o comportamento genuíno orientando às pessoas e ter resultados significativos ao longo do tempo. Encare suas métricas BaaM com graça para aprender, ajustar, melhorar e celebrar. 

Sim - celebrar!

Quando os esforços do BaaM parecem genuínos para a organização, as métricas podem se tornar uma fonte de motivação e celebração para os funcionários. Todos os meses, líderes movidos pela fé e com foco em resultados se reúnem para maximizar o desempenho e o impacto. Deseja fazer parte? Clique aqui e saiba como se tornar um Membro do C12.